Uma jornada transcutural

Uma jornada transcultural

Viver fora do país é considerado um privilégio. Expandimos os horizontes, conhecemos culturas, povos, comidas e crenças diferentes, aprendemos outras línguas. Entendemos que a nossa cultura não é a ditadora das regras, que a forma que vivemos pode ser aprimorada, que a maneira com que tratamos os outros pode e deve ser ajustada. Dependendo do país, pode-se até fazer dinheiro. Mas poucos sabem como é a realidade de quem vive fora da sua pátria – preconceito contra a sua nação, humilhações, solidão, escassez de companhia, choque cultural, geográfico, culinário e relacional. 

Uma jornada transcultural

Viver fora do país é viver uma outra história, diferente daquela que você viveu durante sua infância (para aqueles que saíram quando adolescentes ou adultos). É se desafiar todos os dias contra o medo do fracasso, da rejeição, da falta de amigos e família (parentes). É tempo de se conhecer melhor, de entender as emoções, reconhecer propósito, analisar objetivos e traçar metas, e se preparar aproveitando as oportunidades. É tempo de adaptação e crescimento. 

Nossa história fora do país nos mostrou uma resiliência que não sabíamos que tínhamos. Nos trouxe amigos, nos enriqueceu histórica e culturalmente e nos deu a condição de enriquecer outros através da nossa história.  Quando o Senhor nos enviou para fora da nossa pátria sentimos um misto de emoções: alegria e gratidão pela confiança Dele em nós de que daríamos conta da tarefa, e medo e insegurança pelo desconhecido e lutas que viriam numa terra distante e diferente da nossa. 

Descobertas

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Em alguns momentos de deserto, nos pegamos conversando com Ele como Jeremias no capítulo 15 e sempre encontramos sua resposta e ação, mesmo que num momento e de um jeito diferente do nosso. Essa nova jornada com ele nos ensinou a confiar no Deus que criou tudo a partir do vazio, no pai que nunca abandona ou desampara o filho, no amigo que ama, cuida, ensina e exorta. 

Desafios 

A vida transcultural, seja em ministério pastoral ou missionário, seja viver luz e sal da terra no mundo corporativo, é ao mesmo tempo desafiadora e recompensadora. Sempre teremos altos e baixos. O necessário para sobreviver e seguir em frente é a certeza do chamado, a confiança na presença Dele conosco e no cumprimento das Suas promessas para  nós.

Por Jacqueline Perruci. 

Obreira da Crossover Global

@jacquelineperruci 

Lea Marcondes

Terapeuta especialista em Transição Cultural. Ajuda missionários, pastores, líderes e famílias cristãs a se prepararem emocionalmente para uma mudança de país, ajustando o seu chamado e projeto de vida aos novos desafios. Também as acompanha para que enfrentem de forma mais saudável as adaptações na nova cultura, evitando que fiquem confusas, perdidas ou em depressão neste momento tão importante de suas vidas.


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